Radiologia forense aproxima acadêmicos de Biomedicina da atuação da Polícia Científica em Dourados

  • Publicado em 15 jun 2026 • por Maria Ester Jardim Rossoni •

  • Aula no Encontro Acadêmico de Biomedicina da UNIGRAN reuniu mais de 400 estudantes e apresentou aplicações de exames de imagem na perícia criminal

    Mais de 400 acadêmicos de Biomedicina participaram, no dia 2 de junho, de uma aula sobre radiologia forense durante o Encontro Acadêmico de Biomedicina 2026, realizado no Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN), em Dourados.

    A atividade foi ministrada pelo perito médico-legista e radiologista Messias Villa Mendonça, da Unidade Regional de Perícia e Identificação de Ponta Porã, da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul. O convite inicial previa a palestra “Aplicação da Tomografia Computadorizada na Perícia Criminal”, mas a abordagem foi ampliada para tratar da radiologia forense e de sua aplicação na rotina pericial.

    Durante a aula, os estudantes conheceram como exames de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, podem contribuir para a análise de lesões, traumas, identificação humana e investigação de causas de morte. A área tem aplicação direta na produção da prova técnico-científica e no apoio a exames médico-legais.

    Um dos temas apresentados foi a virtópsia, também conhecida como autópsia virtual. A técnica utiliza recursos de imagem para complementar a autópsia tradicional e pode auxiliar na documentação de achados internos, na preservação de estruturas e na análise técnica de casos em investigação.

    Segundo Messias Villa Mendonça, o contato com os acadêmicos permitiu apresentar uma área ainda pouco conhecida fora do ambiente pericial.

    “A aproximação entre as instituições de segurança pública e o meio acadêmico fortalece a formação profissional, desperta novas vocações e mostra como a ciência, aplicada com rigor técnico, contribui diretamente para a promoção da justiça”, afirmou.

    A aula foi realizada no Auditório do Bloco 10 da UNIGRAN. O espaço, com capacidade para cerca de 400 pessoas, recebeu público superior ao previsto, com necessidade de cadeiras extras para acomodar os participantes.

    Para a Polícia Científica, a participação em atividades acadêmicas contribui para aproximar estudantes da atuação pericial, ampliar a divulgação científica e mostrar como diferentes áreas do conhecimento podem contribuir para a investigação criminal e para o sistema de Justiça.

    Texto: Emilly Nunes Oliveira
    Supervisão: Maria Ester Jardim Rossoni

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