Publicado em 28 maio 2026 • por Maria Ester Jardim Rossoni •
Ação on-line do Programa Prove reuniu 45 participantes da Capital e do interior e reforçou canais de escuta, acolhimento e orientação aos servidores
Nem toda situação de sofrimento no trabalho começa com uma denúncia formal. Muitas vezes, aparece primeiro como desconforto, medo de falar, dúvida sobre o que caracteriza assédio ou insegurança sobre onde buscar ajuda. Para ampliar esse debate entre servidores de diferentes unidades do Estado, a PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) realizou, na quarta-feira (27), a palestra on-line “Ambiente de Trabalho Seguro: você tem?”.
A atividade reuniu 45 participantes e integrou as ações do Programa Prove, iniciativa da Polícia Científica voltada à promoção de saúde, conhecimento, acolhimento e fortalecimento das relações no ambiente de trabalho. O programa funciona como ponto de apoio aos servidores, com escuta, orientação e encaminhamento, além de ações educativas, como palestras e campanhas internas.
A palestra foi conduzida por Fernanda Baldo Romero e Fabiana Ricartes, integrantes do Núcleo de Acolhimento da SGP (Secretaria de Gestão de Pessoas) do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A ação ocorreu em maio, mês dedicado à prevenção e ao enfrentamento do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.
Durante o encontro, foram abordadas condutas que podem comprometer a segurança psicológica dos trabalhadores, a importância da escuta qualificada e os canais disponíveis para acolhimento e orientação. O debate também tratou da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que passou a incluir os fatores de risco psicossociais na gestão de segurança e saúde no trabalho.
A norma reforça que a prevenção no ambiente profissional não se limita aos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes. Também devem ser observadas situações relacionadas à organização do trabalho, como sobrecarga, pressão excessiva, assédio moral, assédio sexual e outros fatores capazes de afetar a saúde mental dos trabalhadores.
Para Fernanda Baldo Romero, que integra o Comitê Nacional de Prevenção ao Assédio e à Discriminação, a escuta pode ser o primeiro passo para acolher quem passa por uma situação de sofrimento.
“Às vezes, o que o ser humano precisa é de uma escuta ativa, de assertividade e de não julgamento. É isso que ajuda a pessoa a organizar os próprios pensamentos”, afirmou.
A coordenadora do Programa Prove, Nadma Melgarejo, explicou que o serviço funciona como um canal de escuta e orientação aos servidores da Polícia Científica.
“O Prove não tem caráter disciplinar. É um espaço de acolhimento, escuta e apoio. Queremos que os servidores saibam que podem procurar o programa sempre que precisarem”, afirmou.
Além do Programa Prove, os profissionais da segurança pública contam com o CABS (Centro de Atenção Biopsicossocial), unidade da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) voltada ao cuidado da saúde e do bem-estar dos servidores. No local, há uma sala específica da Polícia Científica para escuta, acolhimento, orientação e suporte. A unidade funciona na Rua Uberlândia, 409, Bairro Itanhangá Park, em Campo Grande.
Serviço
Atendimento pelo Programa Prove: (67) 99621-9691