Polícia Científica participa de curso sobre atendimento à mulher em situação de violência

  • Publicado em 22 maio 2026 • por Maria Ester Jardim Rossoni •

  • Formação ocorreu de 18 a 22 de maio, em Campo Grande, com participação de profissionais da segurança pública de MS

    Quatro peritas criminais da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) participaram, de 18 a 22 de maio, em Campo Grande, da 38ª edição do Curso de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, promovido pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

    A capacitação foi realizada na Academia de Polícia Militar Coronel PM Geraldo Garcia Orti e reuniu representantes da Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Guarda Municipal.

    Pela Polícia Científica, participaram as peritas criminais Glauce Santos de Mello, coordenadora regional da Unidade Regional de Perícia e Identificação de Corumbá; Marianna Vicente de Melo Isler, coordenadora-regional de Perícias de Dourados; Thayla Venancio; Aline Assunção, do Instituto de Criminalística; e Josy Morais, do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses.

    Durante a programação, a perita criminal Thayla Venancio ministrou a palestra “Exame de local de crime contra a mulher”, com abordagem sobre a atuação pericial em ocorrências de violência de gênero. O tema tratou da preservação do local, da identificação de vestígios e da análise técnica de elementos que podem auxiliar na investigação.

    O curso teve como objetivo qualificar profissionais para o atendimento humanizado, técnico e seguro às mulheres em situação de violência, além de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e o acompanhamento das medidas protetivas.

    Para perita criminal Glauce, a presença da intituição na capacitação contribui para aprimorar o atendimento prestado às vítimas .

    “A formação contribui para que o atendimento seja feito com mais preparo, sensibilidade e responsabilidade. Nos casos de violência contra a mulher, a preservação dos vestígios e a atuação técnica adequada são fundamentais para a qualidade da prova e para a proteção da vítima”, afirmou.

    A qualificação dos profissionais reforça uma etapa essencial do enfrentamento à violência contra a mulher: garantir que o atendimento seja acolhedor, mas também tecnicamente preciso. Na prática, isso significa preservar vestígios, registrar corretamente os elementos da ocorrência e produzir informações capazes de subsidiar a investigação sem expor ou revitimizar a mulher atendida.

    Categorias :

    CAPACITAÇÃO

    Veja Também