Perita papiloscopista e perito criminal de MS concluem instrução da Força Nacional em Brasília

  • Publicado em 08 abr 2026 • por Maria Ester Jardim Rossoni •

  • A perita papiloscopista Ana Lacerda, do Instituto de Identificação da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, e o perito criminal Patrick Luiz Bonsere, da Unidade Regional de Perícia e Identificação de Nova Andradina, concluíram a 109ª Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC), promovida pela Força Nacional de Segurança Pública, em Brasília.

    Os dois servidores passaram, antes do curso, por três dias de teste de aptidão física, etapa eliminatória. Entre as provas estavam flutuação vertical por 12 minutos, natação utilitária, corrida de 12 minutos, corrida de 50 metros, shuttle run, flexão em barra fixa e abdominal.

    Realizada entre 9 de março e 2 de abril, a formação teve carga horária de 180 horas e reuniu 81 agentes de segurança pública. Entre os participantes, estavam quatro profissionais da perícia, representantes de Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Além dos dois representantes da perícia, Mato Grosso do Sul também contou com a participação de três policiais militares e duas investigadoras de polícia.

    Durante 25 dias, os servidores participaram de atividades teóricas e práticas. No núcleo básico, o curso abordou técnicas e táticas policiais, patrulhamento e abordagem, direção veicular, policiamento fluvial e operações aquáticas, atendimento pré-hospitalar tático, sobrevivência em selva, instrumentos de menor potencial ofensivo, prisão em flagrante, preservação de local de crime e cadeia de custódia.

    Na etapa específica da perícia, os conteúdos incluíram balística forense, DNA forense, perícias ambientais, papiloscopia, necropapiloscopia e identificação de vítimas de desastres (DVI).

    Para a perita papiloscopista Ana Lacerda, a formação ampliou a compreensão sobre o papel da perícia em operações conjuntas. “O curso mostrou, na prática, como a atuação integrada entre as forças interfere diretamente no trabalho pericial. Para quem atua na perícia papiloscópica, compreender esse fluxo desde o início da ocorrência é importante para a preservação dos vestígios e para a qualidade do resultado técnico.”

    Já o perito criminal Patrick ressaltou o nível da instrução e a convivência com profissionais de várias regiões do país. “Participar da 109ª INC foi uma experiência profissional e pessoal singular, com instruções ministradas por profissionais altamente especializados em suas áreas de atuação, além da troca de conhecimento com agentes de diversas regiões do Brasil.”

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    CAPACITAÇÃO, Geral

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