Entrevista: Novo coordenador de Perícias assume em MS com foco em tecnologia, integração e combate ao crime

  • Publicado em 15 jan 2026 • por Maria Ester Jardim Rossoni •

  • Com mais de 25 anos de experiência, Nelson Fermino Júnior aponta aumento da demanda e crimes mais complexos como principais desafios

    A nomeação de Nelson Fermino Júnior como novo coordenadorgeral de Perícias em Mato Grosso do Sul foi oficializada na última quinta-feira (9). Natural de Bauru (SP) e com mais de 25 anos de experiência na área, ele chega à frente da Polícia Científica vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o compromisso de fortalecer a atuação pericial diante do crescimento da criminalidade e da complexidade dos crimes no Estado.

    Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias nesta quinta-feira (15), Nelson destacou que a sua trajetória profissional, que inclui atuação em perícias de local de crime, em laboratório e na gestão administrativa, lhe dá uma visão ampla das necessidades do sistema pericial. “O tempo de atuação é importante para conhecer as necessidades e as realidades de cada setor”, afirmou, ressaltando a importância de entender o que já foi feito e o que ainda precisa ser ampliado.

    Segundo Nelson, um dos principais desafios à frente da Coordenadoria Geral de Perícias é o aumento constante da demanda por exames periciais, que tem relação direta com o desenvolvimento econômico do Estado, a migração de pessoas e o papel de Mato Grosso do Sul como rota estratégica de circulação de mercadorias, como na rota bioceânica.

    Esse cenário, junto com as fronteiras com Paraguai e Bolívia, exige não apenas mais capacidade operacional, mas também maior integração entre as forças de segurança públicas. “A Secretaria tem se planejado e integrado todas as forças de segurança, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, para oferecer resultados significativos”, explicou Nelson.

    O coordenador também ressaltou os investimentos em tecnologia, com a aquisição de equipamentos avançados que acompanham a evolução da criminalidade. “A Polícia Científica tem se destacado por seu aparato tecnológico, que vem sendo ampliado para atender à complexidade das ações criminais”, disse.

    Intercâmbio e cooperação nacional – Outro ponto enfatizado pelo coordenador foi a necessidade de atuação em rede, com o intercâmbio de informações entre diferentes polícias científicas do país, incluindo a Polícia Federal. Nelson exemplificou com áreas como genética forense, balística e identificação papilar, em que essa cooperação é fundamental para esclarecer crimes que podem envolver múltiplos estados e até conexões internacionais.

    “A criminalidade hoje ocorre em todos os estados, e é importante que a Polícia Científica consiga fazer essa troca de informações entre os estados e com a Polícia Federal para trazer soluções para a Polícia Civil e para o Judiciário”, comentou.

    Pensando na interiorização dos serviços, o coordenador explicou que Mato Grosso do Sul conta com 14 unidades regionais no interior, além da sede em Campo Grande. Essas unidades atendem municípios do entorno e reduzem a distância entre a população que precisa do serviço pericial e as unidades que realizam exames. “Estamos buscando melhorar e diversificar o atendimento, deixandoo mais próximo de quem precisa”, afirmou.

    Nelson também falou sobre a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, que já teve três edições e vem trazendo resultados importantes. A iniciativa, coordenada em colaboração com institutos de medicina legal e polícias civis,

    busca cruzar perfis genéticos para identificar restos mortais não reconhecidos, dando assim alento a famílias afetadas há anos por casos de desaparecimento.

    Para o novo coordenador, a perícia também tem um papel social relevante, ainda pouco visível ao público. “É um trabalho silencioso, mas decisivo para a Justiça”, concluiu. – (Fotos: Rafael Rodrigues)

    Perícia em MS amplia atuação científica e reforça papel decisivo na Justiça

    Mais do que solucionar crimes, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul atua para estabelecer a verdade dos fatos, seja para responsabilizar culpados ou inocentar quem não cometeu crimes. Essa é uma das principais missões destacadas pelo novo coordenador-geral de Perícias do Estado, Nelson Fermino Júnior.

    Durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias desta quinta-feira (15), Fermino explicou que o trabalho pericial é técnico, científico e exige rigor metodológico. “As provas são produzidas com base na ciência, respeitando a cadeia de custódia, para garantir que o resultado represente fielmente o que aconteceu”, afirmou.

    Ele ressaltou que, embora exista um prazo processual para a entrega dos laudos, a complexidade de cada caso pode demandar mais tempo. “A celeridade é importante, mas nunca pode comprometer a qualidade”, destacou.

    Entre os avanços recentes, Fermino chamou atenção para o crescimento da genética forense e para a importância da integração com outras polícias científicas do país. Essa atuação em rede permite cruzamento de informações entre estados e amplia a capacidade de resolução de crimes interestaduais.

    Um exemplo desse trabalho é a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, que já teve três edições e deve continuar. “Essa campanha traz dignidade e paz a famílias que vivem há anos na incerteza”, disse. O projeto cruza perfis genéticos de familiares com restos mortais não identificados, muitas vezes localizados em estados diferentes.

    Para o novo coordenador, a perícia também tem um papel social relevante, ainda pouco visível ao público. “É um trabalho silencioso, mas decisivo para a Justiça”, concluiu

    Nelson Fermino assume Perícias em MS e defende fortalecimento do interior

    À frente da Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul, Nelson Fermino Júnior assume a missão de consolidar avanços já conquistados e enfrentar novos desafios, especialmente o aumento da demanda por exames periciais em todo o Estado. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, nesta quinta-feira (15) o novo coordenador ressaltou que a experiência de mais de duas décadas será essencial para orientar decisões estratégicas.

    “Conhecer a realidade de cada setor faz diferença na gestão”, afirmou. Segundo Fermino, o respeito à trajetória da Polícia Científica passa pelo reconhecimento dos investimentos feitos nos últimos anos, como melhorias na estrutura predial, ampliação do efetivo e modernização tecnológica. “Houve uma verdadeira revolução tecnológica na perícia do Estado”, destacou.

    Um dos focos da nova gestão será o fortalecimento da atuação no interior, onde a Polícia Científica mantém 14 unidades regionais, além da sede em Campo Grande. Essas estruturas atendem grupos de municípios e são definidas com base em critérios como distância, volume de demandas e necessidade local. “Isso diminui a distância entre o serviço pericial e quem precisa dele”, explicou.

    Para Fermino, a descentralização é fundamental para garantir agilidade e qualidade no atendimento às autoridades policiais e à população. “A ideia é deixar o serviço mais próximo, mais acessível e mais eficiente”, afirmou.

    Ele também chamou atenção para a crescente complexidade dos crimes, especialmente em áreas de fronteira e em regiões impactadas por grandes projetos logísticos. Nesse cenário, a integração entre forças de segurança e a perícia se torna ainda mais decisiva. “A Polícia Científica fortalece a investigação e contribui diretamente para que a Justiça seja feita”, disse.

    Confira a entrevista na íntegra clicando aqui.

    Programa: Giro Estadual de Notícias

    Apresentação: Carlos Guilherme

    15/01/2026

     

    Redação Jornal A Crítica

     

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