PCi Educa apresenta novas possibilidades de carreira a estudantes de Medicina Veterinária

Acadêmicos de Medicina Veterinária
  • Publicado em 04 nov 2026 • por Maria Ester Jardim Rossoni •

  • Atividade na UCDB mostrou como a formação veterinária pode ser aplicada às ciências forenses e orientou universitários sobre o ingresso na carreira pericial

    A Medicina Veterinária oferece caminhos profissionais que vão além do atendimento clínico de animais. Entre eles está a perícia criminal, área ainda pouco conhecida por quem começa a graduação. Essa possibilidade foi apresentada nesta quarta-feira (4) a estudantes do primeiro semestre de Medicina Veterinária da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), em Campo Grande, durante uma atividade do PCi Educa – Escola, Universidade e Comunidade, programa da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul).

    durante a palestra

    Conduzido pela perita criminal Chalana Oliveira, o encontro integrou a disciplina de Introdução à Medicina Veterinária, que apresenta aos universitários diferentes possibilidades de atuação profissional. A palestra abordou a aplicação de conhecimentos veterinários nas ciências forenses, incluindo perícias relacionadas a maus-tratos a animais, exames necroscópicos e análises de produtos de origem animal.

    As perguntas dos estudantes, porém, foram além dos procedimentos técnicos. Eles queriam saber como é a rotina de um perito, quais são as condições de trabalho, a remuneração e como os profissionais lidam emocionalmente com situações encontradas nos locais de crime.

    A conversa também abriu espaço para orientações sobre concursos públicos. Formada em Medicina Veterinária, Chalana ingressou na carreira pericial logo após concluir a graduação e compartilhou sua experiência com os universitários.

    “São concursos que demoram muitos anos para aparecer, são pouquíssimas vagas, é muito concorrido. Então, quem realmente quer ser perito é importante já começar a estudar desde o meio da faculdade”, orientou.

    Além das possibilidades profissionais, os acadêmicos conheceram procedimentos utilizados na perícia, como o emprego do luminol, a reprodução simulada de ocorrências e os exames metalográficos, capazes de revelar numerações de identificação adulteradas em veículos.

    O interesse dos estudantes prolongou a atividade em aproximadamente meia hora. Segundo Oliveira, enquanto alguns demonstraram vontade de seguir a carreira, outros perceberam que determinadas exigências da profissão não correspondiam às suas expectativas. “A gente passou quase meia hora do horário porque eles começaram a tirar muitas dúvidas”, contou.

    Ciência e orientação profissional

    A atividade integra uma das frentes do PCi Educa, programa que leva divulgação científica, orientação profissional e informações sobre os serviços da Polícia Científica a escolas, universidades e comunidades de Mato Grosso do Sul.

    Por meio do contato com profissionais de diferentes especialidades, estudantes podem conhecer aplicações práticas do conhecimento científico, esclarecer dúvidas sobre carreiras e compreender como a perícia contribui para a produção de provas técnico-científicas.

    Instituições interessadas podem solicitar atividades pelo formulário oficial do PCi Educa. As propostas são avaliadas conforme o público, o tema e a disponibilidade das equipes.

    Categorias:

    PCi Educa

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